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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Saxofone soprillo de vuvuzela em E - projeto, medidas e fotos [com vídeo no youtube]

Olá macacada, blz? To voltando a postar neste ponto fétido da internerd, para a alegria da galera!

Bom, hoje irei falar desse instrumento que fiz a algum tempo, o sax soprillo de vuvuzela: 









Esse tipo de vuvuzela é encontrada em lojas de festa, e vem, no bocal, com uma buzina. Como podem ver, cortei o bocal de buzina e, no local, encaixei uma mangueira para servir de tudel para a boquilha de sax alto. Tal mangueira tem em torno de 1cm de diâmetro, e, para melhor fixação, usei veda-rosca. É possível usar a boquilha de pvc também (disponível aqui: ), porém, para o encaixe no tudel de mangueira precisa de mais fita. 

Comprimento do instrumento: 36cm
Diâmetro do tudel: 10mm
Diâmetro do sino: 9cm
Diâmetro da ligação corpo x sino: 3,5cm

Medidas dos furos (do sino  para o tudel):
10,5cm: F#
15,6cm: G#
18,2cm: A
23cm: B
25,2cm: C
27,6cm: D

Furo inferior (conta a partir da ponta do tudel):
3,3cm: F


Som do sax vuvuzela soprillo funcionando: 

Pra que um sax de vuvuzela?

A alguns anos venho pesquisando sobre sax de pvc, sax de vuvuzela, sax quadrado, e, chegou a algumas considerações importantes, no caso, o sax de pvc tem alguns problemas físicos na 2ª oitava. Quando aciono o furo de registro da segunda oitava, ele não da a oitava direito. Com o saxofone de vuvuzela e com o saxofone quadrado, isso não ocorre, aciono o registro e a nota oitava certo. 
Entendo que o saxofone quadrado seja o mais promissor, pois pode ter medidas diferentes e usar materiais diferentes, mas, o de vuvuzela é mais rápido e acessível para se fazer, afinal, a pessoa pode comprar uma vuvuzela por menos de R$10 e furar ela para ter o sax. 
Claro que não deixarei de pesquisar o sax quadrado e o de pvc, mas, o sax de vuvuzela se mostra como uma alternativa rápida para quem quiser ter um instrumento com um som bom. Esse do vídeo mesmo, fiz o teorema de pitágoras e, em 10 minutos estava pronto.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Palheta de sax de bambu caseira- considerações de como fazer



Olá pessoas, tudo bem?

Bom, nesta postagem irei falar de como fazer a palheta de bambú do vídeo. Coloco aqui para texto pois sei que tem gente que acessa esse blog perdido na internerd de outros países via google tradutor, bem como gente que nem tem pc rápido para carregar o vídeo ou ainda nostálgicos do elinks/lynx/links2....enfim, vamos lá:

1- use um bambú com paredes bem espessas, no caso do vídeo, usei bambu gigante;
2- rache o bambu de forma a ter 3 placas de bambu fina, mais ou menos 1 ou 2mm
3- a primeira placa será a base, portanto, terá de ser maior, a segunda e a terceira tem de ter, no mínimo, metade da palheta. O ideal é que a segunda tenha quase 2/3 e a terceira metade.
4- cole todas as camadas com superbonder, sendo a base a maior, e a ultima a menor (onde irá sere presa a presilha da boquilha. O superbonder serve para travar as camadas de bambu. Onde a palheta for encostar na boca NÃO PASSE SUPERBONDER NA SUPERFICIE!, pois ela será lixada.
5- lixe a superfície da palheta do centro para a ponta, de forma que fique bem lisa para agudos ou enrugado para graves. Quanto mais fina ficar a palheta no meio melhor para os graves, o oposto para agudos. Na ponta, tente ir lixando e testando até ver que está com uma resposta boa. Como gosto de embocadura americana, em geral gasto a ponta até conseguir ver luz através dela.

Dicas: sempre vá molhando a palheta depois que o superbonder secar, isto ajudará no momento de afinar, onde terá de lixar e raspar.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Saxofone Slide - um sax que eu nunca tinha ouvido falar

--> Olá macacada, tudo bem?Bom, hoje venho falar deste sax, que descobri ontem a noite enquanto olhava a internderd para meu mais novo ultra secreto projeto!

Segundo o artigo de Paul Cohen , o saxofone slide é uma criação do pós primeira guerra mundial que não vingou na "moda", e acabou por se tornar um item raro, de colecionador.




Foto 1: vista lateral, onde é possível vislumbrar a alça da lâmina e boquilha.
Foto 2: vista de cima, lingueta acionada, é possível ver as marcações da afinação.
Fonte da imagem: http://bassic-sax.info/blog/?p=31064

Tocando com palheta similar à do sax soprano, ele não tem a nota fixa, igual à uma flauta de embolo, podendo inclusive oitavar, tendo alguns instrumentos chave de oitava. Ao contrário da flauta de embolo, ele não comprime o interior, mas, sim, tem uma lingueta na sua lateral, que, ao ser puxada para cima, abre mais e mais, dando o agudo, se empurrada, fecha e da o grave. Seu funcionamento foi aperfeiçoado, e, em 1928, chegou a ser tocado em shows, porém, não vingou.

Duas empresas fabricaram tal instrumento, a Heiffel & Husted (que detinha a patente) e Lyon and Healy (contatada pela primeira para também fabricar). A criação da Heiffel & Husted tinha gravado, ao lado da guia da lâmina, as notas, o que permitia maior controle da afinação ao instrumentista.
Uma vantagem deste instrumento, segundo o artigo de Cohen, é que é fácil de ser jogado, e vários efeitos que demorariam anos num sax comum podem ser tocados sem muita dificuldade, fora as facilidades de manutenção, afinal, não tem sapatilhas e nem sistema de chave.

Agora vem a pergunta: porque este instrumento, com tantas vantagens, não popularizou?
Segundo Cohen, o saxofone no jazz, em dado momento, ainda não tinha se popularizado (provavelmente na época do lançamento deste instrumento). Também ele tem um som um pouco mais  escuro que o sax "normal", entendo ser por causa de sua cúpula logo acima do cone.

Apesar de ser raras as gravações deste sax na época de sua fabricação, existem alguns vídeos dele na internet, apesar de ser com tocadores contemporâneos. De toda forma, creio que valha a pena assistir:



Considerações finais

Creio que daqui possamos tirar algumas lições para instrumentos musicais futuros, no caso, a lingueta parece ser um mecanismo interessante se aplicado em outros instrumentos como as flautas ou clarinete, porém, ela ficar muito a mostra pode ser um problema (ou não, se pensarmos nesse vídeo aqui).

Uma solução também pode ser o próprio instrumento abrir e fechar, tal como nesse vídeo, onde o cidadão faz um clarinete slide, ou melhor, busca o efeito de slide no clarinete, mas, abre e fecha ele como um alicate. Creio que essa solução possa ser aplicada a um sax também.

Penso que uma solução melhor quanto à lingueta aparecendo seja um sistema onde ela se enrole, creio que fica menos visível.


Referências:

COHEN, P. Vintage Saxofones Revisited - The Royal Slide Saxophone. Visualizado em 04/07/2014. Disponível em https://www.dornpub.com/SaxjPDF/slidesax.pdf
HALKE, Hellen. A Slide Sax That Didn'd Catch On. Visualizado em 04/07/2014. Disponível em http://bassic-sax.info/blog/?p=31064
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