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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
Saxofone de vuvuzela em lá - mais um vídeo haha
MEDIDAS DO INSTRUMENTO EM https://silviofeitosa.blogspot.com/2012/02/como-fazer-saxofone-atraves-de-uma.html
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
Improviso no sax quadrado em G#
E aí pessoas, blz?
Hoje compartilho esse pequeno improviso no sax quadrado em G#! Não é um improviso muito bom, mas, melhor do que sumir da net hehe :-P
Também digo que o improviso tem muita inspiração em um som do Charlie Parker, mas, claro, nem chego aos pés dele hahahahaha.
Caso alguém queira comprar esse instrumento, pode entrar em contato, faço o sax quadrado em F, F#. G. G#, A, B e C!
Hoje compartilho esse pequeno improviso no sax quadrado em G#! Não é um improviso muito bom, mas, melhor do que sumir da net hehe :-P
Também digo que o improviso tem muita inspiração em um som do Charlie Parker, mas, claro, nem chego aos pés dele hahahahaha.
Caso alguém queira comprar esse instrumento, pode entrar em contato, faço o sax quadrado em F, F#. G. G#, A, B e C!
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
Sax quadrado em G#
E aí macacada, blz?
To voltando à música e a lutheria! Tanto que voltei a uma empreita antiga: o sax quadrado!
No vídeo abaixo, toco esse instrumento, e já anuncio que ACEITO ENCOMENDAS! Posso fazer tal instrumento em C, B, A, G e F!
Caso queiram tal instrumento, entrem em contato via comentário!
To voltando à música e a lutheria! Tanto que voltei a uma empreita antiga: o sax quadrado!
No vídeo abaixo, toco esse instrumento, e já anuncio que ACEITO ENCOMENDAS! Posso fazer tal instrumento em C, B, A, G e F!
Caso queiram tal instrumento, entrem em contato via comentário!
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Local:
Marília, SP, Brasil
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Protótipo saxofone feito de perna de mesa de ferro com palheta de plasti...
E ai povo, blz?
Posto meu vídeo onde toco um sax feito com aquelas pernas de mesas antigas.
Medidas:
Início (tudel): 10mmm de diâmetro
fim (sino): 3cm de diâmetro
Comprimento:73cm
furos (da campana/sino/fim para o tudel/boquilha):
1-11,5cm - E
2- 16cm - F#
3-20,4cm - G
4-29,8cm - A
5-24cm - A#
6-28,5cm - B
Medidas:
Início (tudel): 10mmm de diâmetro
fim (sino): 3cm de diâmetro
Comprimento:73cm
furos (da campana/sino/fim para o tudel/boquilha):
1-11,5cm - E
2- 16cm - F#
3-20,4cm - G
4-29,8cm - A
5-24cm - A#
6-28,5cm - B
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Considerações sobre o uso de garrafa pet na construção de saxofones de material reciclado
Olá polvo, blz?
Revirando as coisas na casa de meu pai, achei alguns registros quanto à protótipos passados de saxofone soprano e minha busca por fazer um tubo cônico com materiais acessíveis/reciclados, e eis que achei um registro que não coloquei no blog, de 2012, no caso, do saxofone soprano feito com folhas de garrafa pet.
Bom, antes de tudo, digo que na época o que me inspirou a fazer tal foi a imagem de um feito por Robson Taranto Junior (clique no nome que vocês irão no link dele), bem como minha decepção já crescente com o pvc na época. Aqui vai as imagens da catástrofe:
Como podem notar, ainda usava boquilha de pvc, e a ponta-sino tem uma distorção, pois há um limite da largura que a pet atinge.
Visão do interior: cada camada cria pequenos degraus, como os cilindros dos sax de pvc, o que pode gerar problemas na afinação e obstáculos ao som quando faz o furo.
Furos feitos com ferro de soldar. O problema é que o ferro de soldar distorce/entorta as camadas de pet por dentro.
Como eu fiz: cortei algumas folhas de pet (descartei o gargalo e o fundo), e afunilei, de forma a ir alongado o funil a cada folha, tipo, fiz o cone com a primeira, continuava o cone na ponta da segunda, e assim por diante, até atingir o limite do possível. Tudo foi unido com durex transparente. Os furos foram feitos com ferro de soldar, e, a cada furo, um teste no afinador, para ver se a nota estava correta. Tive de passar muita durex para deixar o cone estável o suficiente para poder tocar.
Problemas de densidade: Este sax era para atingir a nota dó (seria um melody soprano), porém, ele atingiu no máximo o ré, sendo que no dó ele oitavava. Creio que isso se deu por causa da densidade do material, pois a pet é bem mole, e por mais que eu passasse durex, havia um limite, pois o excesso de durex deforma o tubo (ele começa a ficar oval).
Problemas nos furos: Ao furar, as camadas de pet entortaram para dentro, criando outras distorções no material, que tiveram de ser resolvidas na base de muito ferro quente, porém, fragilizando a resistência e densidade.
Projeção do som: creio que esse seja um ponto interessante, a projeção foi maior que no sax de pvc, porém, ainda continua menor que no metal ou madeira.
A questão econômica e ambiental: é um ponto positivo, afinal, pet é algo que se acha no lixo de qualquer cidade, nada custa, e, quanto a durex, custa R$4,00 nas lojas de 1,99. Do ponto de vista ambiental, gastamos pouca energia e praticamente 0 poluentes, portanto, creio que as pessoas que apostem no uso de pet tem muito a ganhar, e o ambiente também!
Considerações finais: Creio que o uso de pet para fazer um saxofone inteiro seja muito problemático, pois há distorções no tubo (furação, camadas que formam pequenos degraus, durex que deforma) e problemas de densidade, sendo que o último creio que possa ser superado pela aplicação de várias camadas. Entendo que um sax que use pet como uma parte de seu componente (nas notas da mão esquerda, as mais agudas, ou ainda perto do tudel) tenha mais chances de sucesso. Creio que a única exceção de fazer um sax inteiro de pet seja no caso do soprillo, pois seu tamanho diminuto creio que possa vencer as questões de densidade (ou ainda um xaphoon). Entendo que um sax por partes (tudel de pet, corpo de outro material mais denso) seja algo a ser bem considerado.
OBS: esse sax foi o que levei no Psicodália 2012/2013, onde ministrei uma oficina.
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Revirando as coisas na casa de meu pai, achei alguns registros quanto à protótipos passados de saxofone soprano e minha busca por fazer um tubo cônico com materiais acessíveis/reciclados, e eis que achei um registro que não coloquei no blog, de 2012, no caso, do saxofone soprano feito com folhas de garrafa pet.
Bom, antes de tudo, digo que na época o que me inspirou a fazer tal foi a imagem de um feito por Robson Taranto Junior (clique no nome que vocês irão no link dele), bem como minha decepção já crescente com o pvc na época. Aqui vai as imagens da catástrofe:
Como podem notar, ainda usava boquilha de pvc, e a ponta-sino tem uma distorção, pois há um limite da largura que a pet atinge.
Visão do interior: cada camada cria pequenos degraus, como os cilindros dos sax de pvc, o que pode gerar problemas na afinação e obstáculos ao som quando faz o furo.
Furos feitos com ferro de soldar. O problema é que o ferro de soldar distorce/entorta as camadas de pet por dentro.
Como eu fiz: cortei algumas folhas de pet (descartei o gargalo e o fundo), e afunilei, de forma a ir alongado o funil a cada folha, tipo, fiz o cone com a primeira, continuava o cone na ponta da segunda, e assim por diante, até atingir o limite do possível. Tudo foi unido com durex transparente. Os furos foram feitos com ferro de soldar, e, a cada furo, um teste no afinador, para ver se a nota estava correta. Tive de passar muita durex para deixar o cone estável o suficiente para poder tocar.
Problemas de densidade: Este sax era para atingir a nota dó (seria um melody soprano), porém, ele atingiu no máximo o ré, sendo que no dó ele oitavava. Creio que isso se deu por causa da densidade do material, pois a pet é bem mole, e por mais que eu passasse durex, havia um limite, pois o excesso de durex deforma o tubo (ele começa a ficar oval).
Problemas nos furos: Ao furar, as camadas de pet entortaram para dentro, criando outras distorções no material, que tiveram de ser resolvidas na base de muito ferro quente, porém, fragilizando a resistência e densidade.
Projeção do som: creio que esse seja um ponto interessante, a projeção foi maior que no sax de pvc, porém, ainda continua menor que no metal ou madeira.
A questão econômica e ambiental: é um ponto positivo, afinal, pet é algo que se acha no lixo de qualquer cidade, nada custa, e, quanto a durex, custa R$4,00 nas lojas de 1,99. Do ponto de vista ambiental, gastamos pouca energia e praticamente 0 poluentes, portanto, creio que as pessoas que apostem no uso de pet tem muito a ganhar, e o ambiente também!
Considerações finais: Creio que o uso de pet para fazer um saxofone inteiro seja muito problemático, pois há distorções no tubo (furação, camadas que formam pequenos degraus, durex que deforma) e problemas de densidade, sendo que o último creio que possa ser superado pela aplicação de várias camadas. Entendo que um sax que use pet como uma parte de seu componente (nas notas da mão esquerda, as mais agudas, ou ainda perto do tudel) tenha mais chances de sucesso. Creio que a única exceção de fazer um sax inteiro de pet seja no caso do soprillo, pois seu tamanho diminuto creio que possa vencer as questões de densidade (ou ainda um xaphoon). Entendo que um sax por partes (tudel de pet, corpo de outro material mais denso) seja algo a ser bem considerado.
OBS: esse sax foi o que levei no Psicodália 2012/2013, onde ministrei uma oficina.
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silvio feitosa
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Construção do sax de pvc - considerações
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Este texto foi publicado hoje no fórum Cifraclub. Entendo que ele seja o mais avançado até agora quanto a construção deste instrumento, então, deixo ele para os possíveis leitores deste ponto fétido:
Olá a todxs!
Primeiramente, é uma pena que eu não tenha achado esse tópico nos anos anteriores, em verdade, me cadastrei aqui no cifraclub só por causa dele...enfim, vamos ao trabalho.
Fazer um sax de pvc não é complicado, só requer um pouco de paciência, além de, claro, ter as ferramentas necessárias, como afinador, serra, faca, lixa, fita durex, durepox, cola quente, pvc de diferentes diâmetros e comprimentos, cone (se possível).
Caso queira criar o sax inteiro, incluso a boquilha, podes fazer de 2 formas, a primeira, cortando um pvc 15mm de forma a ficar uma pequena rampa onde irá a boquilha (tal como no xaphonn, como podem ver nesse link: http://xaphoon.easystorecreator.net/images/Black_Pocket_Sax_on_its_bac k_-_reed_and_cap_7x10_72_dpi.jpg ), ou, caso queiram de forma a se aproximar a uma boquilha mais típica, recomendo esse vídeo: www.youtube.com/watch?v=j8_nlifaOGo
Em geral, eu amarro a boquilha com barbante mesmo, pois ai posso ajustar a abertura a meu gosto. Também é importante que, se você fizer a boquilha, fazer uma pequena raspagem na ponta, de forma a ter um pequeno desnível, 1 ou 2 mm, para a palheta vibrar. Recomendo ir fazendo e testado, até o resultado agradar. Quanto maior o comprimento da boquilha, mais grave, quanto menor, mais agudo, e, para o diâmetro,idem.
Para a criação do corpo do instrumento, entendo ser importante começar pelo tuddel (ou creio ser o tudel), a região onde a boquilha irá. Eu uso uma mangueira com aproximadamente 10mm de diâmetro com 1cm ou menos de comprimento, deixando metade para a boquilha, a outra metade para ser fixada no instrumento. Em geral uso cola quente para fixar, mas, durex branca pode ser também.
Para as próximas partes do instrumento entendo que seja importante entender um pouco sobre o conceito de cone do instrumento. Ele (o cone) que faz o sax ter um padrão de notas par (ou seja,ele oitava quando aciona o registro agudo), se for cilíndrico, terá um padrão ímpar, tal como o clarinete (que joga as notas em quintas ou sétimas). É importante se atentar que o cone não pode ser uma abertura radical, quero dizer, o cone do sax tem de ser suave, progressivo, isso permite ele oitavar, se for muito aberto, não oitavará.
Como faremos com pvc, o cone se dará pela maior quantidade de diâmetros possíveis, de forma crescente. Após o tudel, será um pvc de 15mm de diâmetro, não direi uma medida fixa, porém, recomendo que vá testando o som, tentando fugir do timbre do clarinete e se aproximando do sax. Quando for passar para o próximo cano (20mm), veja a afinação, por exemplo, se der Sib, podemos, um pouco antes, fazer o furo da nota Si ou Dó. Para fazer o furo, recomendo que faça ele pequeno, e vá testando a nota, até ela chegar na afinação desejada. Caso ultrapasse a afinação, recomendo fechar um pouco do furo com cola quente ou durepox.
Quanto aos outros segmentos do instrumento, creio que o escrito acima vale, mas, deve se atentar que, se cada furo for em diâmetro diferente, a afinação na segunda oitava será melhor. Claro que nem sempre é possível (falta de material, por ex)|, mas, se fizer a primeira oitava certa (digamos, 2 notas no mesmo tubo), na oitava aguda poderá sair uma delas desafinada.
Para unir cada tubo, recomendo durex, pois, caso tenha de retirar, fica mais fácil. Quando entender que o instrumento está completo, podes unir com uma cola de pvc ou cola quente. Também recomendo lixar bem onde cortar e furar, para não haver raspas que possam xiar o som.
Como alguns furos serão muito largos (principalmente nas notas grave), bem como a distância entre cada nota se tornar alta nas notas mais graves, chaves são recomendadas. Claro que chaves como as de um sax convencional serão mais difíceis de fazer, mas, nada impede. Como eu opto por simplicidade e materiais de fácil acesso, recomendo esse pequeno projeto, inspirado naquelas flautas medievais com uma ou duas chaves mais: http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2014/04/youtube-chave-reciclada-p ara-flauta-de.html
Esse projeto de chave busca ser o mais simples possível, sem as torres como num sax de fabrica, tendo, no lugar, uma área plana de durepox para a chave vedar melhor. Claro que, se a pessoa tiver imaginação, pode criar chaves fechadas (para os meio tons) e chaves que fecham as outras simultaneamente, não vejo limites, talvez só a estética.
Quanto ao fim do instrumento, podemos optar por fazer um sino, ou seja, aumentar um pouco mais o diâmetro para projetar melhor a ultima nota. Um cone ou um pvc com o diâmetro aumentado no fogo pode ser usado.
Por fim, deixo o aviso de que o negócio é ir testando, o primeiro não sai bom, o segundo mais ou menos, o terceiro melhor, o quarto da para fazer um som da hora, e assim vai indo.
Caso tenham dúvidas, podem me escrever.
Caso queiram mais leituras, segue os links abaixo.
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/03/algumas-medidas-de-diametros-de.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/02/pequeno-texto-sobre-criacao-de-meu.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/como-fazer-chaves-de-pvc-para-sua.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/projeto-do-meu-terceiro-prototipo-de.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/link-de-um-plano-de-como-fazer-um.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/possibilidades-musicais-para-vuvuzela.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/02/como-fazer-saxofone-atraves-de-uma.html
Vídeos mais didáticos que os meus: Alessandro Galdino:
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2014/01/alessandro-galdino-e-seu-sax-soprano-de.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2014/03/alessandro-galdino-ensina-como-fazer.html
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Olá a todxs!
Primeiramente, é uma pena que eu não tenha achado esse tópico nos anos anteriores, em verdade, me cadastrei aqui no cifraclub só por causa dele...enfim, vamos ao trabalho.
Fazer um sax de pvc não é complicado, só requer um pouco de paciência, além de, claro, ter as ferramentas necessárias, como afinador, serra, faca, lixa, fita durex, durepox, cola quente, pvc de diferentes diâmetros e comprimentos, cone (se possível).
Caso queira criar o sax inteiro, incluso a boquilha, podes fazer de 2 formas, a primeira, cortando um pvc 15mm de forma a ficar uma pequena rampa onde irá a boquilha (tal como no xaphonn, como podem ver nesse link: http://xaphoon.easystorecreator.net/images/Black_Pocket_Sax_on_its_bac k_-_reed_and_cap_7x10_72_dpi.jpg ), ou, caso queiram de forma a se aproximar a uma boquilha mais típica, recomendo esse vídeo: www.youtube.com/watch?v=j8_nlifaOGo
Em geral, eu amarro a boquilha com barbante mesmo, pois ai posso ajustar a abertura a meu gosto. Também é importante que, se você fizer a boquilha, fazer uma pequena raspagem na ponta, de forma a ter um pequeno desnível, 1 ou 2 mm, para a palheta vibrar. Recomendo ir fazendo e testado, até o resultado agradar. Quanto maior o comprimento da boquilha, mais grave, quanto menor, mais agudo, e, para o diâmetro,idem.
Para a criação do corpo do instrumento, entendo ser importante começar pelo tuddel (ou creio ser o tudel), a região onde a boquilha irá. Eu uso uma mangueira com aproximadamente 10mm de diâmetro com 1cm ou menos de comprimento, deixando metade para a boquilha, a outra metade para ser fixada no instrumento. Em geral uso cola quente para fixar, mas, durex branca pode ser também.
Para as próximas partes do instrumento entendo que seja importante entender um pouco sobre o conceito de cone do instrumento. Ele (o cone) que faz o sax ter um padrão de notas par (ou seja,ele oitava quando aciona o registro agudo), se for cilíndrico, terá um padrão ímpar, tal como o clarinete (que joga as notas em quintas ou sétimas). É importante se atentar que o cone não pode ser uma abertura radical, quero dizer, o cone do sax tem de ser suave, progressivo, isso permite ele oitavar, se for muito aberto, não oitavará.
Como faremos com pvc, o cone se dará pela maior quantidade de diâmetros possíveis, de forma crescente. Após o tudel, será um pvc de 15mm de diâmetro, não direi uma medida fixa, porém, recomendo que vá testando o som, tentando fugir do timbre do clarinete e se aproximando do sax. Quando for passar para o próximo cano (20mm), veja a afinação, por exemplo, se der Sib, podemos, um pouco antes, fazer o furo da nota Si ou Dó. Para fazer o furo, recomendo que faça ele pequeno, e vá testando a nota, até ela chegar na afinação desejada. Caso ultrapasse a afinação, recomendo fechar um pouco do furo com cola quente ou durepox.
Quanto aos outros segmentos do instrumento, creio que o escrito acima vale, mas, deve se atentar que, se cada furo for em diâmetro diferente, a afinação na segunda oitava será melhor. Claro que nem sempre é possível (falta de material, por ex)|, mas, se fizer a primeira oitava certa (digamos, 2 notas no mesmo tubo), na oitava aguda poderá sair uma delas desafinada.
Para unir cada tubo, recomendo durex, pois, caso tenha de retirar, fica mais fácil. Quando entender que o instrumento está completo, podes unir com uma cola de pvc ou cola quente. Também recomendo lixar bem onde cortar e furar, para não haver raspas que possam xiar o som.
Como alguns furos serão muito largos (principalmente nas notas grave), bem como a distância entre cada nota se tornar alta nas notas mais graves, chaves são recomendadas. Claro que chaves como as de um sax convencional serão mais difíceis de fazer, mas, nada impede. Como eu opto por simplicidade e materiais de fácil acesso, recomendo esse pequeno projeto, inspirado naquelas flautas medievais com uma ou duas chaves mais: http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2014/04/youtube-chave-reciclada-p ara-flauta-de.html
Esse projeto de chave busca ser o mais simples possível, sem as torres como num sax de fabrica, tendo, no lugar, uma área plana de durepox para a chave vedar melhor. Claro que, se a pessoa tiver imaginação, pode criar chaves fechadas (para os meio tons) e chaves que fecham as outras simultaneamente, não vejo limites, talvez só a estética.
Quanto ao fim do instrumento, podemos optar por fazer um sino, ou seja, aumentar um pouco mais o diâmetro para projetar melhor a ultima nota. Um cone ou um pvc com o diâmetro aumentado no fogo pode ser usado.
Por fim, deixo o aviso de que o negócio é ir testando, o primeiro não sai bom, o segundo mais ou menos, o terceiro melhor, o quarto da para fazer um som da hora, e assim vai indo.
Caso tenham dúvidas, podem me escrever.
Caso queiram mais leituras, segue os links abaixo.
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/03/algumas-medidas-de-diametros-de.html
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Vídeos mais didáticos que os meus: Alessandro Galdino:
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